Falar de ausência geralmente nos traz lembranças carregadas de sentimentos, saudade e as vezes dói. Lidar com ela não é fácil, mesmo que alguém ou outro venha com conselhos, algumas dicas pra contornar a situação, sabemos que não é bem assim que funciona.

Dia desses fuçando na internet achei uma série de poemas e poesias, que delícia! Lia com certa frequência no tempo de escola, hoje nem sei se as crianças apreciam leituras assim, é tanta tecnologia, entretenimento e os cercam. Enfim, encontrei essa obra de Carlos Drummond de Andrade e na hora lembrei do Ninho. A ausência é tratada de forma tão leve que decidi compartilhar com vocês. Espero que gostem! 😀

Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.

Carlos Drummond de Andrade

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