Em Foz do Iguaçu, 150 inquéritos por agressão contra mulher foram abertos nos primeiros 47 dias de 2018. Uma média de 3 mulheres por dia deixaram o medo de lado e denunciaram a violência sofrida!

O número de denúncias tem aumentado ano a ano e isso é algo a ser comemorado! Significa que as vítimas não tem aceitado os maus tratos. Mas infelizmente, ainda há muitas mulheres que sofrem caladas.

Primeiro precisamos saber como identificar os tipo de violência. O Portal Brasil classifica em dez:

1: Humilhar, xingar e diminuir a autoestima:
Agressões como humilhação, desvalorização moral ou deboche público em relação a mulher constam como tipos de violência emocional.

2: Tirar a liberdade de crença:
Um homem não pode restringir a ação, a decisão ou a crença de uma mulher. Isso também é considerado como uma forma de violência psicológica.

3: Fazer a mulher achar que está ficando louca:
Há inclusive um nome para isso: o gaslighting. Uma forma de abuso mental que consiste em distorcer os fatos e omitir situações para deixar a vítima em dúvida sobre a sua memória e sanidade.

4: Controlar e oprimir a mulher:
Aqui o que conta é o comportamento obsessivo do homem sobre a mulher, como querer controlar o que ela faz, não deixá-la sair, isolar sua família e amigos ou procurar mensagens no celular ou e-mail.

5: Expor a vida íntima:
Falar sobre a vida do casal para outros é considerado uma forma de violência moral, como por exemplo vazar fotos íntimas nas redes sociais como forma de vingança.

6: Atirar objetos, sacudir e apertar os braços:
Nem toda violência física é o espancamento. São considerados também como abuso físico a tentativa de arremessar objetos, com a intenção de machucar, sacudir e segurar com força uma mulher.

7: Forçar atos sexuais desconfortáveis:
Não é só forçar o sexo que consta como violência sexual. Obrigar a mulher a fazer atos sexuais que causam desconforto ou repulsa, como a realização de fetiches, também é violência.

8: Impedir a mulher de prevenir a gravidez ou obrigá-la a abortar:
O ato de impedir uma mulher de usar métodos contraceptivos, como a pílula do dia seguinte ou o anticoncepcional, é considerado uma prática da violência sexual. Da mesma forma, obrigar uma mulher a abortar também é outra forma de abuso.

9: Controlar o dinheiro ou reter documentos:
Se o homem tenta controlar, guardar ou tirar o dinheiro de uma mulher contra a sua vontade, assim como guardar documentos pessoais da mulher, isso é considerado uma forma de violência patrimonial.

10: Quebrar objetos da mulher:
Outra forma de violência ao patrimônio da mulher é causar danos de propósito a objetos dela, ou objetos que ela goste.

O Conselho Nacional de Justiça traz outros detalhes importantes, veja aqui.

As autoridades acreditam em dois fatores para o aumento do número de denúncias: informação e proteção.

O conhecimento liberta, isso é fato. Quanto mais as mulheres conhecem seus direitos e mecanismos disponíveis para situações assim, mais se encorajam para dar um basta.

Desde janeiro de 2016, Foz do Iguaçu conta com a Patrulha Maria da Penha. Uma equipe da Guarda Municipal orienta, faz visitas periódicas e acompanha de perto a situação de vítimas dessa violência na cidade.

De acordo com a coordenadora da Patrulha Maria da Penha, Iraci Pereira Conceição a principal atuação é fiscalizar a efetividade da medida protetiva. “Cuidamos para que cumpra a medida de distância determinada pelo Juiz, as mais comuns são de 200 metros da vítima. Precisamos fiscalizar para que a vítima se sinta segura”, disse Iraci.

Além do medo, a falta de independência impede a denúncia. Para esses casos também há assistência. Existe um abrigo na cidade onde as mulheres podem ficar seguras após denunciarem. Há sempre uma equipe preparada para proteger, cuidar e amar.

Ame-se. Cuide-se. Diga não a violência. Diga sim a vida!

Lembre-se: você não está sozinha. Conte sempre com as Mafagafas aqui ❤

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